Como organizar o mix de produtos para vender mais com menos estoque

Você já olhou para o estoque da sua loja de autopeças e teve a sensação de que há “peça demais” parada na prateleira e, ao mesmo tempo, “peça de menos” quando o cliente pede? Esse cenário é mais comum do que parece e, na maioria das vezes, está ligado a um problema de mix de produtos, não de quantidade de estoque.

Organizar corretamente o mix ajuda a vender mais, reduzir capital parado e melhorar a margem. A Associação Brasileira de Logística destaca que itens de baixo giro em excesso e ruptura de produtos estão entre as principais causas de perda de vendas no varejo. Assim, fica evidente a necessidade de entender como estruturar o mix de produtos. Pensando nisso, preparamos o artigo de hoje para te ajudar. Boa leitura!

O que é mix de produtos?

Mix de produtos é o conjunto de itens que sua loja oferece ao mercado. Porém, cabe destacar que não se trata apenas de variedade. Portanto, um bom mix deve equilibrar:

  • Produtos de alto giro
  • Produtos com boa margem
  • Itens alinhados ao perfil da frota da região

Quando esse equilíbrio não existe, as consequências aparecem na forma de estoque inchado, dinheiro parado e dificuldade para manter preços competitivos. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, a frota circulante brasileira ultrapassa 60 milhões de veículos, com idade média acima de 10 anos. Isso reforça que o mercado de reposição é fortemente sustentado por manutenção e troca de peças de desgaste, que devem ocupar posição central no mix.

Como definir um bom mix de produtos?

Comece analisando o histórico de vendas. Quais itens vendem com frequência? Quais passam meses sem giro? Quais trazem margem relevante? Sem essa análise, a loja corre o risco de manter produtos que não geram resultado e deixar faltar exatamente os mais procurados.

Uma das formas mais eficazes de definir os produtos do estoque é por meio da Curva ABC, uma metodologia que classifica os produtos conforme sua relevância no faturamento. Abaixo, confira como acontece a classificação:

  • Classe A: poucos itens que representam grande parte da receita.
  • Classe B: itens intermediários.
  • Classe C: muitos itens com baixo impacto financeiro.

Dessa forma, a aplicação da Curva ABC contribui para redução de custos e aumento da produtividade, ao direcionar foco e recursos para os produtos certos. Na prática, isso significa garantir alto nível de disponibilidade para itens A, controle rigoroso dos B e revisão constante dos C.

No entanto, neste cenário, não basta aplicar a Curva ABC de forma isolada, como costuma ser ensinada em cursos e amplamente difundida em consultorias. O varejo de autopeças possui particularidades importantes e está inserido em uma demanda altamente dinâmica, influenciada por mudanças frequentes na frota circulante e por atualizações técnicas dos veículos.

Um exemplo comum ilustra bem esse risco: a bucha do braço de suspensão pode mudar de um ano para o outro dentro do “mesmo” modelo comercial. No Volkswagen Gol G4 (2008), utiliza-se uma bucha diferente da aplicada no Gol G5 (2009). Como as montadoras atualizam componentes continuamente, muitas vezes em ciclos curtos, uma análise de Curva ABC “pura” pode induzir a decisões equivocadas, como concentrar compras em itens cuja demanda tende a cair por perda de aplicação na frota mais recente.

Para reduzir esse tipo de distorção, é necessário combinar a Curva ABC com recursos específicos de gestão de autopeças, capazes de considerar aplicação, histórico e tendência de consumo. Nesse sentido, um ERP especializado como o SSPlus contribui para eliminar esse “vazio” analítico ao oferecer uma Curva ABC mais granular — com classificações que podem chegar até a letra J — e, principalmente, ao incorporar análise de tendência. Assim, o comprador não visualiza apenas a posição do item na curva, mas também recebe uma indicação, baseada em histórico e processamento algorítmico, sobre a probabilidade de aquele volume de vendas se manter, crescer ou cair, trazendo mais segurança para decisões de compra.

Além disso, na gestão de mix de produtos, o SSPlus disponibiliza quatro visões complementares para análise da Curva ABC: Quantidade, Frequência, Rentabilidade e Lucratividade. A visão por Quantidade tende a ser a mais utilizada na rotina de reposição; já Frequência, Rentabilidade e Lucratividade ampliam a leitura estratégica do portfólio, apoiando a definição do mix que realmente faz sentido para o público atendido e para os resultados que se pretende alcançar.

Vantagens em manter um bom mix de produtos

Faz-se necessário lembrar que estoque parado é dinheiro que poderia estar sendo usado em outras frentes do negócio. Por isso, ao enxugar o mix e concentrar investimento nos produtos certos, a loja ganha fôlego financeiro, melhora o fluxo de caixa e amplia sua capacidade de negociar melhor com fornecedores.

Então, como colocar em prática? Para que todas essas análises aconteçam com praticidade, sua empresa pode contar com um ERP especialista no varejo automotivo. Por exemplo, o SSPlus permite acompanhar relatórios de giro, margem, Curva ABC com análise de tendência desta Curva e suas visões distintas, histórico de vendas, sazonalidade e desempenho por categoria ou produto. Com essas informações centralizadas, o gestor consegue decidir com mais segurança o que comprar, quanto comprar e quando repor.

Além disso, a integração entre estoque, compras e vendas garante que qualquer ajuste no mix reflita automaticamente em toda a operação, reduzindo erros e retrabalho.

Planeje seu mix de produtos com assertividade

Vender mais com menos estoque é o resultado de uma gestão baseada em dados, processos bem definidos e apoio tecnológico. Se sua loja ainda sofre com excesso de produtos parados e falta de itens estratégicos, talvez o problema não seja volume, mas organização.

Com um mix bem estruturado e o suporte do SSPlus, sua empresa dá um passo importante para aumentar o giro, melhorar a margem e crescer de forma sustentável. Clique aqui e veja como começar.

“O objetivo de uma empresa é ter o produto certo, no lugar certo, no momento certo, pelo preço certo.” – Sam Walton – Fundador do Walmart

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