A carga tributária brasileira está entre as mais elevadas do mundo. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil arrecada cerca de 33,5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em impostos, número superior à média da América Latina e próximo dos países desenvolvidos.
No entanto, o grande problema é a complexidade do sistema, que pode sobrecarregar empresas. Por exemplo, no setor de autopeças, esse desafio se intensifica devido ao grande volume de produtos e a diversidade de operações comerciais.
Como funciona a tributação no setor de autopeças?
A comercialização de autopeças envolve diversos tributos federais, estaduais e municipais que incidem em diferentes etapas da cadeia produtiva. Entenda os principais:
1. IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
Tributo federal que incide sobre a fabricação e importação de produtos industrializados, incluindo autopeças. A alíquota varia conforme a classificação da peça na TIPI (Tabela de Incidência do IPI).
2. ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)
Imposto estadual aplicado sobre a venda de mercadorias. As alíquotas variam conforme o estado e a natureza da operação (interna ou interestadual). Em muitos casos, há também a Substituição Tributária (ICMS-ST), que exige o recolhimento antecipado do imposto.
3. PIS e COFINS
Contribuições federais que incidem sobre o faturamento. As alíquotas variam entre 3,65% e 9,25%, dependendo do regime tributário (Lucro Real, Presumido ou Simples Nacional).
4. ISS (Imposto sobre Serviços)
Tributo municipal, aplicado quando há prestação de serviços, como instalação ou manutenção de autopeças.
5. Imposto de Importação
Para as peças importadas, há ainda o Imposto de Importação, que varia conforme a origem e tipo de produto.
Os desafios da tributação para autopeças
A seguir, veja como esses impostos se refletem em desafios operacionais.
Complexidade da legislação: cada estado possui regras específicas para ICMS e ICMS-ST, exigindo atenção redobrada. Além disso, mudanças constantes também geram insegurança e aumentam o risco de erros.
Impacto nos custos: a carga tributária representa uma parcela significativa do custo das mercadorias, afetando a composição do preço final e a margem de lucro.
Riscos de autuações: erros na classificação fiscal, no preenchimento de notas ou no recolhimento de tributos podem gerar multas e penalidades para empresas.
Como enfrentar esses desafios?
Contar com um sistema ERP especializado no setor é o segredo para superar a complexidade tributária. Com o SSPlus, sua empresa assegura conformidade fiscal, otimiza processos e alcança precisão total na gestão de suas obrigações
- Cadastro fiscal inteligente, que facilita a classificação correta dos produtos por NCM, CEST, CFOP e regime tributário, reduzindo erros e evitando rejeições de notas fiscais.
- Cobrança automatizada de ICMS-ST, a partir do cálculo do ICMS-ST conforme a operação e o estado de destino, otimizando o recolhimento e evitando pagamentos indevidos.
- Relatórios de apuração fiscal, permite o acompanhamento detalhado que auxiliam no planejamento tributário e tomada de decisão.
A importância do planejamento tributário
Empresas do setor automotivo que adotam um planejamento tributário eficiente conseguem reduzir custos, aumentar a previsibilidade financeira e melhorar a competitividade no mercado. Por isso, entender e gerenciar a tributação vai além de uma obrigação legal. Pois, representa também uma estratégia para garantir a sustentabilidade e o crescimento do negócio.
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“A vantagem competitiva surge fundamentalmente do valor que uma empresa é capaz de criar para seus compradores que excede o custo de realizá-lo.”
Michael Porter (professor da Harvard Business School e autor de “Vantagem Competitiva”)